Nos dias 21 e 22 de outubro aconteceu em São Paulo a quinta edição do EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação. Essa foi a minha segunda vez no evento (estive lá em 2010), mas já acompanhei os trabalhos que foram publicados nas edições anteriores também.
A impressão que tive é que, mais do que nos outros anos, quando grande parte da discussão estava voltada para cases ou metodologias, esse ano os temas discutidos foram bem mais conceituais e a abordagem sobre nosso trabalho teve outro foco. Todos queriam discutir e entender qual o nosso papel no mundo e para onde estamos indo. Acho isso super válido e necessário.
Para mim, isso pode estar acontecendo por que nosso grupo está mais heterogêneo: cada vez mais pessoas de diferentes áreas entram para esse mundo e trazem a sua bagagem, mostrando visões diferentes e perfis profissionais bastante variados. Isso contribui, e muito, para a percepção de novos papéis e de um espectro de atuação ainda maior para o profissional de UX. Falei sobre isso há algum tempo, aqui mesmo (leia o artigo “O que faz um arquiteto de informação?”) e também já tive a preocupação em não ficar restrito a ser um desenhista de wireframe.
A única coisa que me preocupa é cometermos o erro de ficar tão presos e ligados em mostrar como somos bons e como podemos contribuir com os projetos, que acabaremos esquecendo do básico. Com certeza devemos aproveitar o máximo possível nossas discussões para entender e desenhar o futuro da nossa profissão, mas que isso não atrapalhe o motivo pelo qual ela existe, que é tornar a vida das pessoas mais simples e fácil.