Arquitetando Informação

Arquitetura de Informação, Usabilidade e Projetos de Internet

Os pilares das equipes de internet

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Há algum tempo, Jesse James Garrett, fundador da Adaptive Path e “o cara” da Arquitetura de Informação, escreveu um artigo falando sobre os pilares fundamentais de uma equipe de internet e o papel de cada “especialidade” para fazer tudo ficar redondo.

Para ele, as divisões ficam, em primeiro lugar, entre gerenciamento de projetos (parte tática) e pesquisa (parte estratégica), e dentro delas estão as divisões específicas: conteudo, tecnologia e design.

Crédito da imagem: Jesse James Garrett

Todos esses pilares são fundamentais e devemos nos esforçar para conseguir contemplar todas as etapas em nossos projetos, mas gostaria de destacar um que muito provavelmente acaba ficando esquecido na correria do dia-a-dia e na necessidade de cumprir prazos: a pesquisa com usuários.

É extremamente necessário saber quem são seus usuários, quais as necessidades deles, como eles pensam e, principalmente, se seu produto será realmente útil. Sem saber pra quem cria um produto, você muito provavelmente acabará criando algo que não serve para ninguém.

Escrito por Ademir Novaes

janeiro 23, 2010 em 2:20 pm

Arquitetura Social

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Até pouco tempo acreditava que as estruturas hierárquicas rígidas eram a melhor solução para organizarmos a informação na web. Antes, achava que cada página ou seção deveria pertencer a um local dentro da estrutura do site, conforme aquilo que parecesse mais lógico para os usuários.

Essas estruturas têm suas vantagens, com certeza, mas pode ser um erro acreditar que elas continuarão sendo a melhor opção na nova “Arquitetura Social” da web, onde as pessoas acessam conteúdo cada vez menos indo direto à fonte e cada vez mais sendo “abastecidas” por esses conteúdos em suas próprias páginas em redes sociais.

Uma das grandes sacadas de David Weiberger no seu “Everything is Miscellaneous” está quando ele nos diz: “desista do controle… permita que os usuários misturem tudo… no mundo on-line, esperamos poder organizar as informações do nosso jeito. Os donos dessas informações talvez até queiram fornecer uma classificação prévia, mas esta não é mais, nem de longe, a única e nem a melhor forma de organização disponível. O controle mudou de mãos.”

E agora?

O principal é utilizar ferramentas que propiciem esse “controle” da informação por parte dos usuários. As ferramentas estão aí, basta sabermos a hora certa de usá-las.

Escrito por Ademir Novaes

janeiro 8, 2010 em 11:05 pm

Quem faz a arquitetura da informação? E no futuro?

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Já falei aqui sobre personalização de conteúdo e como isso afeta o trabalho de nós Arquitetos de Informação. Recentemente tive acesso ao material apresentado no EBAI por Andrew Hinton, que falou um pouco sobre as mudanças que vêm acontecendo nos ambientes digitais e que acabam por tornar a classificação de conteúdos nos sites cada vez mais uma tarefa que o usuário terá liberdade para executar do que uma hierarquia pré-definida e rígida.

Diagrama criado por Andrew Hinton

Acredito que a disciplina Arquitetura de Informação está chegando em um ponto de mudança de característica do seu objeto de trabalho. Não acho que todos os materiais criados durante o desenvolvimento da AI serão extintos, mas com certeza muita coisa vai mudar daqui pra frente, e outras tantas atribuições serão adicionadas ao papel dos Arquitetos de Informação.

O fato é que, cada vez mais, os profissionais de AI passarão a ser conhecidos como criadores de experiências, independente da forma de organização, plataforma ou hierarquias.

Clique em mim agora, por favor!

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Os botões call-to-action são elementos essenciais quando se pensa nas páginas de conversão de clientes.

Seth Godin afirma que “Cada página do site deve possuir apenas um objetivo principal”, ou seja, o usuário deve visitar uma página e executar uma tarefa específica, seja ela uma compra, um download ou cadastro. E é aí que os botões call-to-action dão o ar da sua graça.

Propicie o clique
Desenhar botões que sejam visualmente belos, com um texto claro e bem escrito (não um “Clique aqui”) e estejam devidamente posicionados no melhor local na lógica de navegação da sua página só aumentará a vontade de clicar do usuário, fazendo com que você tenha mais chances de conversão.

Diversos sites apresentam características essenciais para criá-los, como: cor, posicionamento, texto, tamanho e distância dos outros elementos do site. Se você quer saber como fazer, visite um dos links abaixo. Vale a pena!

Escrito por Ademir Novaes

dezembro 14, 2009 em 10:05 pm

O futuro na ponta dos dedos

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A tecnologia touchscreen é bem recente para a maioria das pessoas, e essa massificação pode ser creditada principalmente à popularidade do iPhone (outros dispositivos até faziam isso antes, mas a forma utilizada pela Apple foi inovadora), que agora é seguido por praticamente todos os dispositivos móveis lançados.

Porém, as interfaces sensíveis ao toque não são exclusividade dos celulares: vários desktops e notebooks já suportam a tecnologia, e é uma questão de tempo até essa presença aumentar exponencialmente e ser quase um padrão para todos os dispositivos.

E a experiência do usuário?
Considerando que esse é um caminho sem volta, como serão projetados os sites do futuro? Como pensar em uma interface onde várias opções poderão ser selecionadas ao mesmo tempo, pela ponta dos dedos? E como fica a questão da usabilidade e da ergonomia, imaginando que uma tela posicionada na vertical não deve ser o ideal para esses casos?

Escrito por Ademir Novaes

dezembro 9, 2009 em 10:54 pm

Publicado em experiência do usuário

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Fases de um projeto de internet

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Quando se inicia um projeto de internet, é comum haver confusão entre as fases de planejamento e execução, e isso leva a 2 problemas: você planeja pouco e errado, e executa o mesmo trabalho várias vezes, já que precisa fazer correções “durante o vôo”.

Acredito que todo projeto de internet deveria ter no mínimo 3 fases: idealização, execução e manutenção.

Idealização: como o nome diz, é a fase mais conceitual do projeto, onde serão levados em conta fatores como pesquisas com usuários, elaboração da arquitetura de informação e de toda a idéia do projeto. É nessa fase que você define o que seu projeto é e o que ele não é.

Execução: é a fase da “mão na massa”. Você codifica, testa, testa mais uma vez, valida e implementa. Essa é a hora de refinar seu projeto, detalhando as principais funcionalidades.

Manutenção: Quando o projeto vai ao ar, é hora de mantê-lo atualizado, avaliar necessidades de melhorias e evoluir. É aqui que você receberá feedback dos usuários e terá uma medida sobre o que está dando certo e o que está errado.

Escrito por Ademir Novaes

novembro 29, 2009 em 9:17 pm

Personalização da informação

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Comecei a pensar que talvez no futuro não existirão mais endereços de sites. Seu navegador terá apenas uma caixa de busca (e não mais uma barra de endereço) e nela você digitará o assunto sobre o qual deseja obter informação.

Mas isso não quer dizer que ao digitar algo você verá uma lista com resultados de sites que possuem informações sobre o assunto. Acredito que, muito provavelmente, será montada uma página específica para aquilo que você digitou.

Uma experiência de usuário nova a cada acesso
A cada vez que você digitar um termo ou uma frase, sua experiência será diferente, já que o conteúdo será atualizado de acordo com diversos fatores: seu histórico de buscas, acontecimentos relacionados a esse assunto, discussões de outros usuários, etc.

Fim da navegação?
Com a utilização de palavras para chegar a conteúdos, como ficaria o modelo de navegação que conhecemos (menus, hierarquias, etc)? Como nós planejaremos a arquitetura de informação, considerando que num modelo como esse, a hierarquia simplesmente não existe?

As tags, utilizadas por vários sites atualmente são, pra mim, o mais próximo que já chegamos desse modelo. E elas continuam evoluindo. Imagine as possibilidades de um ambiente integrado, baseado em palavras-chave, que possua todas as informações de cada usuário e seja “recriado” a cada novo acesso.

Escrito por Ademir Novaes

novembro 26, 2009 em 10:53 pm

Teste o seu site. Sempre.

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Não ache que todos os usuários do seu site pensam como você

Já falei aqui sobre a utilização de dados concretos para tomada de decisão. As decisões que as equipes tomam em seus projetos de sites ou aplicações web não devem ser baseadas exclusivamente em sua experiência, esquecendo que provavelmente os usuários dos seus produtos não possuem o mesmo conhecimento sobre eles que você ou o utilizarão da mesma forma que você pensou.

Ao projetar, pode-se cometer o erro de pensar coisas do tipo: “…no geral, as pessoas entenderão a navegação…”.

O tempo que se perde discutindo na equipe esses aspectos subjetivos (se A é melhor que B, segundo a opinião de alguém) poderia ser aproveitado com a realização de um processo simples que eliminaria grande parte das dúvidas relacionadas a essas decisões: testar.

O benefício de testar
Testar com apenas 1 usuário é melhor do que não testar. Assim, um teste simples com apenas 3 usuários comuns, por exemplo, pode tornar uma decisão tomada sem muito critério em uma informação concreta sobre o que fazer ou não fazer. E o valor disso é enorme.

Em breve, falo mais sobre os detalhes de testes de usabilidade. Por enquanto, se quiser saber mais, recomendo o Não Me Faça Pensar!, do Steve Krug, que tem uma abordagem bastante fácil de entender sobre o assunto.

Escrito por Ademir Novaes

novembro 13, 2009 em 10:33 pm

Publicado em Usabilidade

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Qualidade em projetos de internet

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Como administrar o que é subjetivo e garantir que o resultado seja satisfatório?

Fazer um projeto de internet é muito simples, fácil e rápido, certo? Claro que não. Mas parece que a maioria das pessoas que não trabalha diretamente com internet pensa assim. E isso acaba fazendo com que, invariavelmente, todos achem que entendem desse negócio.

O trabalho dos profissionais é mostrar, com base em dados (testes de usabilidade, metodologias, estatísticas, etc.) que criar um produto para a web envolve muito mais do que o simples “achismo” ou a simples vontade de se ter um site. É necessário possuir uma estratégia que atenda aos objetivos e necessidades do negócio, ou seja, que tenha uma “razão de ser”.

Avaliando a qualidade
Arquitetura de informação, usabilidade, layout e conteúdo são alguns dos pontos que podem ser tratados como termômetros da qualidade de um site. Isso porque são dados fáceis de medir com a realização de testes, por exemplo.

Com esses dados, o profissional possui as ferramentas que embasarão as decisões a serem tomadas, fazendo com que o trabalho seja cada vez mais direcionado para o seu objetivo, e menos para o que as pessoas acham que ele deveria ser. Isso ajuda a eliminar aqueles sites que não tem função nenhuma e evita muito retrabalho.

Trabalhando em sintonia
A partir do momento em que a confiança nos profissionais de internet aumenta, é praticamente certo que a qualidade dos trabalhos terá um ganho significativo, já que os especialistas poderão utilizar seu conhecimento técnico da melhor maneira possível.

Claro que não estou dizendo que quem não trabalha com web não deve ser ouvido. Longe disso! O ponto é que, quando cada um trabalha em suas especialidades e as forças se unem, o resultado final sempre será melhor do que parte do trabalho.

Escrito por Ademir Novaes

novembro 9, 2009 em 10:37 pm

Defina sua estratégia. Você sabe onde quer chegar?

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Com a necessidade de criar soluções para problemas que nascem diariamente, acabamos deixando um pouco de lado o planejamento estratégico de longo prazo. Isso acontece principalmente porque, hoje em dia, existe pouquíssimo tempo para planejarmos nossas ações, e cada vez mais pressão por resultados instantâneos.

Porém, na medida do possível, é necessário balancear essa situação, e precisamos criar alguma forma de tornar o planejamento uma etapa fundamental em todos os projetos.

Como começar?
O ideal seria criar um processo de planejamento que pudesse se adaptar à realidade e que, sem comprometer a produtividade do dia-a-dia, fosse simples para ser organizado, pensado e executado. Na hora de criar esse processo, o principal é que sejam bem definidos 3 pontos principais:

1. Aonde você quer chegar;
2. Quem você quer atingir;
3. O que você tem a oferecer.

E você, como acha que podemos conciliar o planejamento estratégico com a correria do dia-a-dia?

Escrito por Ademir Novaes

novembro 6, 2009 em 11:18 pm